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Alfredo da Mota Menezes*
Quinta - 07 de Julho de 2016 às 23:35
Por: Alfredo da Mota Menezes

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Na semana passada, no Senado houve um evento sobre a Ferrovia Transcontinental, aquela dos chineses.

Como sempre, se falou que em meados deste ano deveria ser apresentado o relatório final de viabilidade técnica, ambiental e econômica da ferrovia correu a informação de que isso ocorreria naquele encontro no Senado.

Não era nada disso. Foi uma apresentação de estudos preliminares feitos desde o ano passado.

Para o Brasi,l o melhor caminho é pelo Pacífico e para o mercado que mais cresce no mundo, o asiático. Aquela parte do mundo pode até comprar bens de nossa agroindústria, os EUA não precisam disso

Este relatório preliminar, que está até na internet e tem 38 páginas, apresenta três alternativas para o traçado da ferrovia.

O relatório também fala nas diferenças das bitolas das ferrovias no Brasil e no Peru. E ainda do meio ambiente.

A ferrovia, se vier, passaria na Amazônia e em terras indígenas e os chineses não querem nenhum problema nessa área.

Sabem que os adversários da ferrovia vão usar esse assunto para tentar impedi-la.

Sempre se fala em ferrovias em MT e no Brasil. Essa dos chineses tem luz no fim do túnel por alguns motivos.

1. A China tem 250 bilhões de dólares para investir na América Latina nos próximos dez anos.

2. Em 2000, o comércio entre China e a região era de 12 bilhões de dólares. Hoje beira 300 bilhões em ambas as direções. 3. Dos 35 bilhões de dólares que o Brasil exporta, 19 bilhões vem da China. Dos 30 bilhões que o Brasil importa, 18 bilhões são da China.

4. A China não pode ficar dependente da produção agrícola dos EUA e nem das tradings de grãos. Pouco tempo atrás uma trading chinesa, Cofco, comprou a Nidera da Holanda.Foi um alvoroço. A China quer criar seu próprio mundo de compra, venda e transporte de grãos. Quer terras na América do Sul e na África para ter sempre mais comida.

E no meio disso tudo se tem a fala sobre a Ferrogrão ou a ferrovia que seria construída pelas tradings, Ammagi, Bunge, Cargill, ADM e Dreyfus. Ou, apenas para apimentar o assunto, ela veio para atrapalhar a outra?

Sabem que os chineses podem não dependerem delas para compra e transporte de grãos para a China e o mercado asiático. Seria um baque para as cinco irmãs, não?

É briga de cachorro grande, gente.

Para o Brasi,l o melhor caminho é pelo Pacífico e para o mercado que mais cresce no mundo, o asiático. Aquela parte do mundo pode até comprar bens de nossa agroindústria, os EUA não precisam disso.

Voltando à Transcontinental. Encabula a apatia no estado sobre essa ferrovia.

MT seria o estado que mais se beneficiaria com ela e não se vê nenhuma movimentação a seu favor, inclusive da mídia.

Deveria ter um time permanente trabalhando nela. Gentes da Assembleia Legislativa, governo estadual, bancada federal, entidades patronais para seguir os passos dessa obra que, se vier, faria de MT um dos estados mais importantes do país.

Por que também MT não busca unir as bancadas federais e estaduais, mais empresários de RO, AC e GO em torno desse assunto?



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