As filhas e a viúva do subtenente aposentado Arlindo Dezorzi, morto em agosto de 2000 por policiais durante uma operação em Cuiabá, vão receber cerca de R$ 1,6 milhão em indenização por dano moral, que deverá ser pago pelo estado de Mato Grosso. A decisão foi tomada nesta terça-feira (14) pela Quarta Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que aumentou o valor, antes cotado em R$ 400 mil.
Conforme os autos, após ter sido furtado pela quarta vez, a vítima de 72 anos, que morava no bairro Santa Rosa II, em Cuiabá, foi até uma lanchonete com um revólver e ameaçou adolescentes que estavam no local e que seriam os autores dos furtos. No entanto, a dona da lanchonete chamou a polícia. Já em casa, o subtenente se desentendeu com os dois PMs que atenderam a ocorrência e atirou contra um deles, atingindo um dos policiais de raspão.
Cerca de 30 policiais e até o helicóptero da polícia foram deslocados para cercar a casa do subtenente. Na época, testemunhas disseram que Dezorzi foi levado para um dos quartos quando já havia se entregado. Laudos comprovaram que ele estava ajoelhado ou sentado quando foi atingido por pelo menos cinco tiros, alguns de pistola 40 e escopeta 12.
Na mesma decisão, a Câmara aumentou o valor dos honorários advocatícios de R$ 15 mil para R$ 50 mil. Para o relator, desembargador Luiz Carlos da Costa, o aposentado foi vítima de uma ação desastrosa da PM e o estado tem obrigação de indenizar a família.
Fonte: Do G1 MT
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