A juíza de Guarantã do Norte, Leilamar Aparecida Rodrigues, ganhou o respaldo da Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam), presidida por Agamenon Alcântra Moreno Júnior, que responde a processo administrativo na Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça por supostamente favorecer ações envolvendo 4 advogados. “A magistrada ainda não foi notificada pela CGJ-MT sobre a representação, mas jamais se furtou em prestar esclarecimentos, nem à imprensa e nem à sociedade. A magistrada aguarda a correição na Vara Única da Comarca de Guarantã do Norte, disposta para que a verdade seja estabelecida”, diz trecho da nota divulgada pela Amam.
A associação também reforça que a investigação está sob segredo de Justiça. “Justamente para resguardar a integridade da magistrada enquanto as denúncias são apuradas, evitando distorções junto à opinião pública diante da possibilidade de isenção da conduta da juíza”. Ao mesmo tempo, a Amam defende a ampla apuração dos fatos e promete cobrar agilidade da OAB em relação à transparência na divulgação do trâmite do processo no Tribunal de Ética e Disciplina da ordem, independentemente do previsto na legislação federal sobre julgamentos.
Mesmo assim, a associação não deixa de criticar a divulgação da denúncia contra a juíza, feita por um grupo de 10 advogados ao corregedor-geral do TJ, desembargador Márcio Vidal. Em seguida, eles levaram a acusação ao presidente a OAB no Estado, Cláudio Stálibe. Ambos se colocaram à disposição para apurar os fatos.
Leilamar, por sua vez, nega com veemência o suposto favorecimento. Ela sustenta que é titular da Comarca de Guarantã do Norte há mais de 4 anos e ingressou na magistratura há 7 anos e 3 meses. A magistrada garante que sempre se pautou pela ética e isenção na apreciação dos processos. Também avisa que vai analisar de forma minuciosa todos os documentos apresentados pelos advogados. “Para que se possa chegar a verdade dos fatos. Mas que fique claro, desde já, que esta magistrada, que responderá a estas falsas acusações em relação a sua idoneidade e apurará os responsáveis, está sendo, sem ao menos ter oportunidade de ver o processo, submetida a execração pública e a uma humilhação sem precedentes, não tendo a mínima oportunidade do devido processo legal e do contraditório”, reage Leilamar, em nota.
Fonte: RD News
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